segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Vasconcellos e Meira

Essas duas famílias tradicionais da região de Livramento, no sertão da Bahia, se entrelaçaram a partir do casamento de José de Vasconcellos Bittencourt e de Rodriga Castro Meira, nos idos de 1840. Rodriga era filha de Rodrigo de Souza Meira Sertão e Maria Carlota de Castro(1). José era filho do português de mesmo nome - José de Vasconcellos Bittencourt, oriundo dos Açores, e Gertrudes Spinola de Souza(2).

Do casamento de José e Rodriga, nasceram Geracina Cândida de Vasconcelos Meira, Maria Olívia de Vasconcelos Meira, José de Vasconcellos Bitencourt Filho, Rodrigo de Vasconcelos Meira(3)Francisco de Vasconcelos Meira, conforme as informações disponíveis no inventário de Rodriga de Castro Meira.


(1) Maria Carlota de Castro era filha de Joaquim Pereira de Castro e Francisca Joaquina de Jesus. Rodrigo, filho de Ana Xavier da Silva Cotrim e do Capitão Francisco de Souza Meira. O Capitão Francisco foi quem desenvolveu o povoado de Bom Jesus dos Meira antiga fazenda Brejo do Campo Seco, atual cidade de Brumado-Bahia.
(2) O açoriano José de Vasconcellos Bittencourt era filho de Brás de Vasconcellos Bittencourt e Gertrudes Naves, também açorianos. Gertrudes Spínola era filha de Thimóteo Spinola de Souza e de Dona Ana Maria de Carvalho.
(3) O nome de Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt, adotado por ele ao longo da vida, é grafado como Vasconcelos Meira no Inventário da sua mãe.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Thimóteo Spinola de Souza

Há muitas histórias sobre Thimóteo Spinola de Souza, nascido por volta de 1744, na Ilha Graciosa, Açores, tendo se fixado na região de Rio de Contas, onde faleceu.  Diversos registros sobre sua atividade na Bahia são mencionados por historiadores, sobretudo como "dizimeiro real". Seu testamento, registrado em Rio de Contas, demonstra ter sido, efetivamente, um homem de muitas posses.
Mas, um fato, no mínimo curioso, ficou anotado  na história da sua terra natal, a Graciosa. Thimóteo teria desembarcado na Ilha em 28 de setembro do ano de 1818, transportado em embarcação própria que aportou na Calheta, e dali seguiu à sua casa, no Arrebalde. Além de mercadorias a serem ali comercializadas, levou uma filarmônica. Pois é, uma banda - aquela que é considerada a primeira filarmônica da Graciosa. Pra completar, o grupo era constituído por escravos, sob o comando do mestre Apolinário.
Consta que permaneceram por dois anos no arquipélago, sendo presença garantida em inúmeros festejos.
Ocorre, que ao preparar o embarque para o Brasil, a carga com os instrumentos caiu no mar, e lá ficaram clarinetas, trombones, flautas, etc perdidos, no cais do porto.
Tendo retornado em 1820, quatro anos depois Thimóteo veio a falecer.

Referências:
Canto Moniz, Antônio Borges do. Ilha Graciosa(Açores). Descrição histórica e topográphica (1883). Instituto Açoriano de Cultura, 1981
Inventário Thimóteo Spinola de Souza, 1824.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Vasconcellos Bittencourt nos Açores

A pesquisa sobre os Vasconcellos Bittencourt nos Açores levou-nos à Ilha da Graciosa, uma das nove ilhas que integram o arquipélago, distante mais de 1.600 quilômetros de Lisboa. Com uma área de 60,66 km², está entre as menores e menos montanhosas formações de origem vulcânica do conjunto.

Na Graciosa, especialmente na Freguesia de Guadalupe, ou ainda, na paróquia de São Matheus e na matriz de Santa Cruz, são encontrados registros de nascimento, casamento, óbito de vários Vasconcellos Bittencourt, de onde foi possível identificar as datas e locais aqui citados. Lá estão os registros de batismo dos irmãos Francisco(1783), Manoel(1791) e José(1794), que se casaram com as filhas de Thimóteo Spinola de Souza, em Rio de Contas.

Seus pais, o Alferes Braz de Vasconcellos Bittencourt e Gertrudes Naves, tiveram outros filhos:  Rosa Francisca(1788), Anna(1797), Maria (1801). Consta, ainda, outro filho José, nascido em 1785. Dois a três anos separam cada nascimento.

Braz e Gertrudes se casaram em 1777. Em 1824, no Caminho das Almas, na Freguesia de Guadalupe, no Concelho da Santa Cruz, falecia o Alferes Braz de Vasconcellos Bittencourt, com 78 anos, nascido que foi em 1746. À época do falecimento,  Dona Gertrudes Naves de Vasconcellos já havia falecido

O Alferes Braz era filho de outro Braz, de igual sobrenome, nascido em 1724, casado, em julho de 1742, com Dona Izabel do Rosário de Souza (Consta Izabel Spínola, no registro de batismo do filho Braz). Braz, o filho, nasceu em 31 de outubro de 1746 e seus pais, naturais da Freguesia de Guadalupe, eram moradores do Caminho da Vitória 

Braz era filho do Capitão Bartholomeu Correa de Vasconcelos e Dona Francisca Xavier de Bitencourt, casados em 1703.

O Capitão Bartholomeu Correa era filho de André Spinola e Ageda Thaide de Vasconcellos, casados em 1677, sendo todos esses dados identificados nos Registros Paroquiais da Ilha Graciosa, Açores.

Dona Ageda era filha de Bartholomeu Correia Pestana e Innes Thaíde (grafado da "Genealogia da Graciosa" como Ignez d'Ataíde Vasconcellos). O manuscrito genealógico "Genealogia da Graciosa" é de autoria de Mateus Machado Fagundes, e é encontrado em: 
     http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/GENEALOGIAS-GRACIOSA/GENEALOGIAS-GRACIOSA_item1/index.html?page=33 , casados em 1659. 


Veja os links:
Registro de casamento de Brás e Gertrudes no Concelho de Santa Cruz, Freguesia de Santa Cruz ( http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/GRA-SC-SANTACRUZ-C-1755-1789/GRA-SC-SANTACRUZ-C-1755-1789_item1/index.html?page=169 )

Registro de nascimento de Brás de Vasconcellos Bittencourt, o Alferes, pode ser encontrado em http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/GRA-SC-GUADALUPE-B-1742-1757/GRA-SC-GUADALUPE-B-1742-1757_item1/index.html?page=68

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O surgimento dos Moura no Alto Sertão da Bahia

É indiscutível a importância e influência política dos Moura no sertão da Bahia, sobretudo entre Rio de Contas e Livramento de Nossa Senhora, no século XIX, seja nos episódios regionais da Independência do Brasil e da Bahia, seja na famosa guerra dos Moura versus Canguçú, décadas depois. 

Um marco importante, é a chegada à região na segunda metade do século dezoito, do Sr. Martiniano José de Moura Magalhães, vindo das Minas Gerais, o que não é estranho visto que a Estrada Real, cujos vestígios ou trechos são percorridos séculos depois, era uma ligação viária essencial sudeste-nordeste do Brasil.

Na Bahia,  Martiniano casa-se com Maria Efigênia da Rocha Albuquerque, filha de Bernardo de Matos e Albuquerque  e Lizarda Liberata da Vitória Rocha Medrado, "mulher de grande prestígio e opulência", tendo gerado cinco filhos: Maria Efigênia, Francisco José, José Messias, Ana e Lizarda (1). 

Bernardo teria adquirido do seu tio, Salvador Barbosa Leal, as terras entre os rios Brumado e São João, pertencentes ao "termo" de Jacobina, patrimônio esse que resultou em herança muito significativa para Maria Efigênia.

Martiniano e Maria Efigênia deixaram uma prole pequena para o padrão da época. Foram quatro filhos: José Honório, nascido em 1795, Martiniano (1796), Maria Carlota (1798) e Manuel Justiniano (1801). Como ocorria com muita frequência, numa época de precária assistência médica, Maria Efigênia não sobreviveu ao parto, deixando os filhos ainda pequenos, contando o mais velho com apenas seis anos (2).

Martiniano José viveu até 1817, quando assumiu os interesses da família o primogênito, José Honório, então com 22 anos. Na Fazenda São Gonçalo plantava-se algodão, cultivava-se mandioca e criava-se gado vacum. 

Os Moura e Albuquerque possuíam duas propriedades rurais: um sítio em Vila Velha, onde residiam, e a Fazenda São Gonçalo. Historiadores relatam ainda que, em 1821, é realizada a compra da Fazenda Umbuzeiros por José Honório ao Morgado da Casa da Ponte.


A provável  ausência de chuvas, que se prolongava desde 1818 na região, é apontada como antecedentes relevantes nas disputas políticas em Rio de Contas ocorridas entre 1822-23, fazendo com que José Honório e seus familiares passassem por dificuldades financeiras, e fossem motivados a lutar por posições de comando na vila e na política. (Ver referência de Moisés Frutuoso, abaixo referido, em nota)

Mas em outubro de 1822, José Honório de Moura e Albuquerque é assassinado nas ruas de Rio de Contas após uma decisiva reunião da Câmara de Vereadores, que envolvia o posicionamento entre os grupos denominados "brasileiros" e "portugueses" em torno da Independência na Bahia, tendo ele se posicionado pela Independência.

Há registros de que a Dona Maria Carlota de Moura e Albuquerque e irmãos tiveram presença importante nas ações que visaram a apuração do assassinato do irmão José Honório.

Outro irmão, Manoel Justiniano de Moura e Albuquerque, teve significativa participação nas ações ocorridas em Rio de Contas dez anos depois. Manoel Justiniano, que naquele momento ocupava interinamente a presidência da Câmara rio-contense, foi preso sob a acusação de favorecer agressões e assassinatos de seus inimigos políticos, em episódios, ainda pouco estudados.

Na década de 1840, Martiniano, o filho, e Manoel Justiniano de Moura e Albuquerque participaram de um conflito com outras duas famílias sertanejas: os Castros e os Canguçús resultando em muitas mortes, inclusive, do próprio Martiniano de Moura e Albuquerque, em fins de 1845 ou início de 1846. Registros de familiares indicam que Manoel Justiniano de Moura e Albuquerque teria falecido em 1881.

José Egídio de Moura e Albuquerque, Barão de Santo Antônio da Barra; Joaquim Augusto de Moura e Albuquerque, Barão de Vila Velha; Marcolino Moura e Albuquerque, Deputado Constituinte em 1891, netos de Martiniano José de Moura, são alguns dos representantes da geração seguinte dos Moura e Albuquerque.(3)


(1) CAMPOS DE SOUZA, Luiza. CONFLITO DE FAMÍLIA E BANDITISMO RURAL NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX: CANGUÇÚS E “PEITOS-LARGOS” CONTRA CASTROS E MOURAS NOS SERTÕES DA BAHIA. Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História. 2014.


(2) FRUTUOSO, Moisés Amado. “MORRAM MAROTOS!”: ANTILUSITANISMO, PROJETOS E IDENTIDADES POLÍTICAS EM RIO DE CONTAS (1822-1823). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal da Bahia, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em História. Pag. 55. 2015.

(3) Todos os estudos tem como referência a importante obra de Risério Leite, "Famílias sertanejas: os Mouras". In: Revista do Instituto Histórico da Bahia. Ano 8, n. 8. Salvador: Tipografia Manu, 1953. 

domingo, 16 de abril de 2017

Um patriarca dos Vasconcellos Bittencourt

De todas as andanças e buscas sobre a origem dos Vasconcellos Bittencourt no Alto Sertão da Bahia, na região onde hoje estão os municípios de Livramento e Rio de Contas,  constitui o relato mais frequente a versão de que três irmãos que vieram dos Açores - José, Manoel e Francisco, teriam desposado três irmãs descendentes de um açoriano chamado Thimóteo Spínola de Souza.

Poucos registros documentais são encontrados, seja sobre a saída dos Açores ou a chegada à Bahia daqueles Vasconcellos Bittencourt. Diferentemente, há registros sobre Manoel de Vasconcellos Bittencourt, um dos irmãos que casaram com as Souza Spínola, no caso a Sra. Anna Delfina. 

No livro de passaportes da Graciosa, nos Açores, no ano de 1833, é reportada a saída de uma família com destino ao Brasil, para receber herança. Esta família é constituída por Manoel de Vasconcellos Bittencourt, à época com 42 anos, sua esposa Anna Theodora, 36, um filho do primeiro casamento, Francisco, 24 anos, e mais dois filhos novos, Manoel, com 9 anos e José, com 7 anos.

O registro do casamento de Manoel e Anna Theodora, em 1823, nos Açores, lê-se a anotação da sua condição de viúvo de D. Anna Delfina de Souza Spinola. Manoel, o filho, nasceu em dezembro de 1823, e o mais novo, José, nasceu em janeiro de 1826.

Os pais de Manoel eram Braz de Vasconcellos Bittencourt e Gertrudes Naves Vasconcellos, que dentre outros filhos identifica-se dois José - um nascido em 1785 e outro em 1794, ambos registrados na matriz de São Matheus, no Concelho de Santa Cruz, na Ilha da Graciosa.

Na análise do inventário de Timóteo Spinola, falecido em 1824, identifica-se referência como herdeiros, em decorrência de casamento com suas filhas, três Vasconcellos Bittencourt: José, Manoel e Francisco.

Há vários apontamentos da presença de José de Vasconcellos Bittencourt na Bahia, mas a única que sugere ser o mesmo José encontrado nos Açores, é aquela encontrada no inventário de Timóteo. As duas famílias tiveram relações de proximidade, desde o arquipélago. Na Graciosa, de onde se originam é mencionado no registro de casamento de Manoel, acima referido, assim como figura como testemunha do registro de nascimento do mesmo Manoel, em 1791.

Entre outros registros de José de Vasconcellos Bittencourt, na Bahia, ressaltamos:1) Em 1838, ao testemunhar no inventário de Sebastião José da Silva Meira; 2) No mesmo ano, num recibo de hipoteca, assina José de Vasconcellos Bittencourt ao lado de Martiniano Moura de Albuquerque e de José Inocêncio Cangussu.

José e Gertrudes tiveram um filho também chamado José, nascido em 1812, conforme registro de batismo. Este último é o provável tenente-coronel José de Vasconcellos Bittencourt, mencionado em: 1) Em 1863, em um episódio que envolveu outro Tenente-Coronel da Guarda Nacional, Joaquim Augusto de Moura, futuro Barão de Vila Velha; 2) Numa lista de eleitores de Rio de Contas, publicada em O Monitor, edição de 5 de novembro de 1876, figurando como eleitor daquela localidade, ao lado de diversos Vasconcellos Bittencourt.

Outras menções a José de Vasconcellos Bittencourt são encontradas no inventário de Rodriga de Castro Meira, falecida em 3 de dezembro de 1863, com quem havia se casado. José e Rodriga eram os pais de Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt, bem como do Coronel José de Vasconcellos Bittencourt Júnior, também conhecido como Coronel Cazuza, em Tambahu - SP, radicados no final dos anos 1800 na região da Mogiana, Casa Branca, São Paulo. Além desses dois descendentes do casal, o inventário aponta Geracina Cândida de Vasconcellos Meira, casada com Deolindo de Souza Meira, Francisco Meira de Vasconcellos e Cleia de Vasconcellos Meira.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Augusto de Vasconcellos Bittencourt

Augusto foi uma personagem que apareceu nas primeiras referências sobre a diáspora dos Vasconcellos Bittencourt, das Minas de Rio de Contas, na Bahia, para Casa Branca, em São Paulo. O seu nome figurava como um dos sócios, ao lado de José de Vasconcellos Bittencourt Júnior, da Fazenda Terra Vermelha. Lugar de moradia de Rodrigo, filhos e netos, sempre mencionado como local de nascimento destes últimos.

Augusto foi vereador em Casa Branca (1887-1890), foi também Agente do Correio, teve firmas em São Paulo e Rio de Janeiro, possivelmente para o comércio de café.

Era casado com Dona Leonilla de Vasconcellos Magalhães, também oriunda da Bahia, Augusto faleceu em 28 de maio de 1914, em Casa Branca. O casal deixou dois filhos homens, Agripino e Augusto Júnior (1). Três filhas são mencionadas, Adalgisa, casada com Francisco Inácio da Silva (em 1868); Atília, casada com João de Sillos Lima, em 1893e Amelia, casada com Gabriel dos Santos Figueiredo.

As referências à fazenda que possuía em sociedade com José, e um artigo de um jornal de Tambahu, fizeram crer que  fosse irmão do Coronel Cazuza (José de V. Bittencourt) e de Rodrigo. Contudo, uma nota publicada na edição de 17 de maio de 1909, do jornal O Estado de São Paulo, aponta em outra direção. Diz a nota, ter falecido em Casa Branca a "veneranda Senhora D. Anna Amélia de Moura Bittencourt, mãe do Sr. Capitão Augusto de Vasconcellos Bittencourt".

A Dona Anna seria a filha de Martiniano de Moura e Albuquerque(2) e D. Francisca Joaquina. Dona Anna Amélia(1810-1909) era casada com o Major Francisco de Vasconcellos Bittencourt (1810-1886) e tiveram muitos filhos(3). O Major Francisco, por sua vez, era filho Francisco de Vasconcellos Bittencourt e Maria Delfina de Souza. Estes são irmãos respectivamente de José de Vasconcellos Bittencourt e Gertrudes Spínola de Souza, já mencionados em outras postagens.

Assim, Augusto não era irmão de Rodrigo e José (Coronel Cazuza), e sim primo em segundo grau. O entrelaçamento entre as famílias e a repetição dos nomes própios geração após geração, contribuem para que os nomes sejam confundidos. No caso específico, embora não fossem irmãos, suas esposas, Umbelina e Leonilla eram irmãs. Ambas eram filhas do Capitão Brás de Vasconcellos Bittencourt e Antônia Francisca de Magalhães. Para complicar mais um pouco, tanto Brás quanto Antônia eram netos de Timóteo Espínola de Souza.

(1) Aggripino casou-se com Margarida Rodrigues, com proclamas publicadas em abril de 1917. Ele empregado público, ela engomadeira, viúva. À época já eram falecidos Augusto e Leonila. 
(2) Martiniano foi morto, em abril de 1846, por Leolino Canguçu e homens a seu serviço, em meio ao episódio conhecido como Guerra dos Moura. Martiniano era pai de Joaquim Augusto Moura, posteriormente agraciado com o título de Barão de Villa Velha.
(3) O casal Francisco e Anna Amélia teve os seguintes filhos: Francisco(1844-1903), Maria Delfina de Moura Bittencourt(1845-  ) cc José de Lacerda Abreu, Augusto (1846-1914), Elisa de Moura Bittencourt (1847-   ), Auta Amélia de Moura Bittencourt (1848-1958) cc Gabriel de Vasconcellos Bittencourt(1875-1939), Idalina Augusta de Moura Bittencourt (1860-1901)

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