sábado, 7 de abril de 2012

Os Vasconcellos Bittencourt na Guarda Nacional



Quem acompanha estes escritos sobre os Vasconcellos, há de se perguntar a origem de tantos coronéis, majores e capitães. Qual significado dessas patentes, seja do Major Rodrigo, do Capitão Faustino ou do Coronel Cazuza?

Nas edições do Diário Oficial da União, da virada do século XIX para XX, encontram-se em grande número, decretos de nomeação de civis, passando a formar batalhões, brigadas e esquadrões.

Em 13 de julho de 1899, por exemplo, são nomeados para a Guarda Nacional, no Estado da Bahia, Comarca de Ituassú (grafado assim mesmo), para o 38º Batalhão de Infantaria, o Tenente-Coronel-Comandante Wenceslau Risério de Araújo, assim como, o Capitão-ajudante Florindo Risério de Moura, seu filho. Na mesma edição do DOU é nomeado para o 4º Esquadrão, do Regimento de Cavalaria da mesma Comarca, o Capitão Faustino de Vasconcellos Bittencourt, genro do Comandante.

Para refrescar a memória, Wenceslau Risério de Araújo e Constança de Moura e Albuquerque, são pais de Camila Risério que se casou com Faustino. Desta união surgem os Risério de Vasconcelos.

A 5 de fevereiro de 1902, desta vez em São Paulo, na Comarca de Casa Branca, é dispensado do cargo por tempo indeterminado, o Coronel José de Vasconcellos Bittencourt, até então comandante da 8ª Brigada de Cavalaria. Também numa mesma edição (de 14/02/1902), decreto torna sem efeito as nomeações que vigoraram desde 30 de setembro de 1899, não apenas do irmão do Coronel Cazuza, Augusto de Vasconcellos Bittencourt (de Major-Fiscal para a mesma comarca), assim como, de outros tantos Vasconcellos Bittencourt: Gabriel, Fernando e Osório. 

Em 1905, no entanto, era a vez de Marcolino Risério de Moura – prefeito de Brumado tantas vezes, e filho de Wenceslau e Constança, ser promovido para Coronel Comandante da 106ª Brigada da Comarca de Caetité.

Para compreender este sistema paramilitar é preciso recuar no tempo, a 1831. Sem aprofundar muito na análise do tema, verifica-se que vários estudiosos interpretam que a Guarda Nacional teve ao longo da sua existência um papel essencialmente político.

Criada originalmente sob a alegação de contribuir para a consolidação da independência brasileira, A Guarda surge com a Regência, após a abdicação do trono por Pedro I, para manter o status quo. Isto significava garantir a propriedade da terra e o sistema escravagista.

Reorganizada em 1850, ganhou força no período da Guerra do Paraguai (1864-1870), e foi novamente reorganizada em 1873. Após a Abolição da Escravidão e a Proclamação da República novo papel é reservado aos coronéis e sua força paramilitar, servindo de base ao novo arranjo político-institucional. Finalmente, em 1918, uma nova mudança, representou na prática a sua incorporação pelo Exército Brasileiro.

Embora seja rápido o panorama aqui traçado, analisando o nível da sua inserção na Guarda Nacional, pode-se dizer que os Vasconcellos Bittencourt (e especialmente os Risério e Moura) tiveram papel político importante no exercício do poder nas regiões em que viveram, seja em Casa Branca ou em Bom Jesus dos Meira, na Vila Velha, no Brejo Velho ou nas Minas do Rio de Contas.

NVJ, 07/04/2012

(1)   As nomeações aqui mencionadas podem ser encontradas nas edições do Diário Oficial da União de: 13 de julho de 1899; 5 e 14 de fevereiro de 1902; e 8 de novembro de 1905.
(2)   Sobre a Guarda Nacional foram consultados alguns estudos, entre os quais:
1.      A Guarda Nacional nos Municípios. Disponível em http://arshistorica.ifcs.ufrj.br/jornadas/IV_jornada/IV_07.pdf
2.      A Guarda Nacional em Minas Gerais. Disponível em http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/handle/1884/24673/D%20-%20FARIA,%20MARIA%20AUXILIADORA.pdf?sequence=1 
3.       Lei  No.  602, de 19 de setembro DE  1 8 50. Dá nova organização á Guarda Nacional do Império.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Fazenda paulista dos Vasconcellos



José de Vasconcellos Bittencourt Junior, ao chegar a Casa Branca, por volta de 1878, formou a Fazenda Terra Vermelha com um provável primo. Terras estas nas quais foram morar Rodrigo e seus descendentes, ao chegar a São Paulo na virada do século XIX para XX.

O referido irmão é mencionado pelo jornal O Tambaú(1) como sócio da propriedade. Segundo a mesma notícia, este irmão teria sido nomeado para a Coletoria Estadual da cidade, cargo exercido por ele até 1923. A questão é: Quem era o irmão de José de Vasconcellos Bittencourt Júnior mencionado naquele relato? Prá começar, temos duas pistas: foi co-proprietário da Fazenda Terra Vermelha e primeiro Coletor de Tambaú.

Fontes históricas pesquisadas(2) referem a uma “fazenda agrícola chamada Palmeiras da Terra Vermelha de propriedade de José de Vasconcellos Bittencourt e outros”, banhada pelo Rio Tambahú, com 824,3 hectares e dividida judicialmente em 1884, antes pertencente ao Conde de Valença.

No mesmo estudo, há outra referência à “Fazenda Terra Vermelha”, no distrito de Tambahú, também pertencente ao mesmo José de Vasconcellos (Coronel Cazuza)(3). Noutro trecho menciona a Fazenda Terra Vermelha “de Cima”, localizada a 6 km da estação de Tambahú, também pertencente ao “Capitão” (sic) José de Vasconcellos Bittencourt e outros, com área de 1.259 hectares.

Então, com diversas denominações, ou simplesmente partes ou desmembramento das mesmas terras, a Fazenda é sempre dada como de propriedade do Coronel . É noutro estudo, contudo, que analisa o financiamento da atividade agrícola na história de São Paulo que, finalmente, surge o nome do suposto irmão de José de Vasconcellos Bittencourt. A Fazenda terra Vermelha é citada como sendo de José e Augusto de Vasconcellos Bittencourt(4).

Para confirmar esta relação de parentesco foi investigada a informação de que o referido Augusto fora nomeado Coletor de Tambaú. Uma busca no Diário Oficial da União, de 1912, resultou na confirmação parcial: Augusto é nomeado, em abril daquele ano, para o cargo de ajudante e, posteriormente, em outubro, designado como Escrivão substituto da Coletoria de Rendas Federais de Casa Branca-SP.

Noutra fonte de pesquisa, procurando indícios da passagem de Augusto de Vasconcellos pela Bahia, uma nova citação é encontrada. Trata-se do trabalho do historiador Erivaldo Fagundes Neves (UEFS), sobre os “Sampauleiros”(5) que tiveram procurações registradas no Cartório de Caetité, autorizando a venda de escravos. Além do nome de Augusto de Vasconcelos Bittencourt (com cinco procurações), temos uma única procuração em nome de Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt. Nove outras procurações estão associadas a José de Vasconcelos Bittencourt Júnior.

Parece-me assim, estabelecido um vínculo de parentesco entre José e Augusto de Vasconcellos Bittencourt, como oriundos das Minas do Rio de Contas, proprietários de uma fazenda cuja família de Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt passou a residir.

Vale dizer, que também foram anotados registros pontuais de nascimento de outros Vasconcellos na mesma Fazenda Terra Vermelha, a exemplo dos Vasconcellos Spínula (variação de Spínola) (6). Observa-se que alguns dos Vasconcellos Spínula encontrados nestes levantamentos em Tambaú, são igualmente oriundos das Minas do Rio de Contas, tendo se transferido para São Paulo mais ou menos no mesmo período. São indícios da intensa migração.

No entanto, informações obtidas posteriormente permitiu concluir que Augusto não era irmão de José de Vasconcellos Bittencourt, e sim um primo em segundo grau (7). Augusto era filho de Dona Anna Amélia(1810-1909), casada com o Major Francisco de Vasconcellos Bittencourt (1810-1886).


NVJ.


(1)   Ver em A Fazenda Terra Vermelha
(2)   Informação disponível na Revista do Instituto Geográfico e Histórico de São Paulo,  vol. XII, de 1906 (pag. 172 e 212). Como se pode verificar em: http://www23.us.archive.org/stream/revistadoinstit02paulgoog/revistadoinstit02paulgoog_djvu.txt
(3)   José de Vasconcellos Bittencourt passou a ser conhecido popularmente como Coronel Cazuza. Esse apelido teria herdado do próprio pai, que adotou anteriormente essa mesma denominação, na Bahia.
(4)   Ver Tese de RODRIGO FONTANARI – “O PROBLEMA DO FINANCIAMENTO: UMA ANÁLISE HISTÓRICA SOBRE O CRÉDITO NO COMPLEXO CAFEEIRO PAULISTA: CASA BRANCA (1874-1914) UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
(5)   Ver o texto “SAMPAULEIROS TRAFICANTES: COMÉRCIO DE ESCRAVOS DO ALTO SERTÃO DA BAHIA PARA O OESTE CAFEEIRO PAULISTA”, Disponível em: http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia_n24_p97.pdf
(6) Os Vasconcellos Bittencourt também são Spínola, por descendência de Thimóteo Souza Spínola. Também açoriano, três das filhas de Thimóteo se carasaram no Brasil com três Vasconcellos Bittencourt, inclusive José, avô de Rodrigo e José Júnior. 
(7) Mais informações em https://vasconcelosbahia.blogspot.com/2017/05/augusto-de-vasconcellos-bittencourt.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Fazenda Terra Vermelha

A curiosidade nos impulsiona a perguntar o que levou o nosso parente - o Major Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt, a fazer a travessia entre a Chapada Diamantina, onde nascera, até Casa Branca, no norte de São Paulo, levando consigo mulher e filhas. Será que ele tinha outros vínculos de parentesco que o atraíam àquelas paragens? É com o objetivo de buscar desvendar este mistério que estas linhas começam a ser escritas.

No final do século XIX, estimulada por medidas governamentais pós Abolição da Escravatura,  havia grande ebulição no país com a chegada de milhões de italianos, japoneses, alemães, poloneses, etc, que se destinavam em especial para o centro-sul. Para se ter uma ideia, meio século antes, em 1854, estimava-se uma população de 650 mil habitantes em toda a província da Bahia e de 360 mil em São Paulo (1). Éramos a metrópole, mas já se apresentavam indicadores de que o sul cresceria rapidamente. Este novo el dorado atraía muita gente.

Esta pode ter sido uma das motivações do finado Rodrigo: aproveitar as oportunidades que se abriam, afinal as minas do Rio de Contas há muito já estavam exauridas, ou pelo menos, já não se encontravam com a fartura de antes, o ouro e outras preciosidades. A agricultura e a pecuária já haviam se tornado atividades econômicas mais relevantes.

Mas quero voltar ao título destes escritos para dar lógica ao texto, que se justifica mais pelo interesse de buscar a trilha percorrida pela família, do que um estudo sócio-econômico. Pois que sirvam estas últimas observações como pano de fundo, para a descrição dos achados que este pesquisador de horas vagas quer relatar.

Chamou-me atenção ao ler as anotações feitas a partir do Cartório de Registro Civil de Casa Branca-SP, sobre o nascimento das primas e primos (2), a observação de que a criança viera ao mundo "na casa de sua residência, na Fazenda Terra Vermelha, neste município". Esta menção pode ser observada quando o Major foi registrar a neta Isolina, filha de Camila, bem como no registro de outros dois filhos Carino e Antenor. Quando Umbelina, filha de Eugênia, veio ao mundo foi indicado como local de nascimento a Fazenda Terra Vermelha de Baixo.

Assim, podemos dizer que há elementos consistentes que vinculam a família do Major Rodrigo à citada Fazenda.

Ao tempo em que peço desculpas pelo tom acadêmico, justifico pela necessidade de apontar evidências firmes que ajudem a esclarecer esta passagem histórica que envolve o surgimento do ramo paulista dos Vasconcellos das Minas do Rio de Contas.

Pois bem, acontece que aquele que é considerado um dos "pais" do município de Tambaú - SP, emancipado do município de Casa Branca, foi nada mais nada menos que o Coronel José de Vasconcellos Bittencourt, tendo sido o primeiro presidente da Câmara de Vereadores. Anualmente, a Loja Maçônica Humanidade e Progresso, da qual também foi fundador, distingue pessoas que se destacaram na comunidade com a Comenda "Coronel Cazuza", apelido que popularizou o José de Vasconcellos (3).

O Coronel José de Vasconcellos Bittencourt (gravura acima), segundo o site local, também nasceu nas Minas do Rio de Contas, em 15 de dezembro de 1848, falecendo em Tambaú, em 30 de janeiro de 1925, aos 76 anos.

Não bastasse o sobrenome e a referência à Rio de Contas como local de nascimento, o jornal O Tambaú, informa ter o coronel chegado à Casa Branca por volta de 1878, tendo inicialmente se transferido da Bahia para Minas Gerais, e posteriormente para a São Paulo. Informa ainda, a mesma fonte, que chegando a Casa Branca, o Coronel José de Vasconcelos Bittencourt adquire uma grande gleba de terras, no distrito de Tambaú, "onde formou com seu irmão a Fazenda Terra Vermelha". Ressalte-se que este irmão não se tratava do Major Rodrigo e sua família, que a esta época ainda permaneciam na província de origem.

Bem, já sabemos que Rodrigo e família passou a residir numa Fazenda Terra Vermelha  que leva o mesmo nome da Fazenda criada por dois irmãos, um deles chamado José de Vasconcellos Bittencourt. Resta-nos saber, quem é o irmão mencionado como sócio proprietário das terras e qual o efetivo grau de parentesco com o nosso Major.

Mas isto é assunto para um próximo texto.

(1)CHOROGRAPHIA DO BRASIL, por João Félix Pereira, 1854 (pag. 10 e 12) Encontrado em: http://archive.org/stream/chorographiadob00peregoog#page/n5/mode/2up
 (2) Ler a respeito "O Major Rodrigo" em: http://vasconcelosbahia.blogspot.com.br/2012/03/o-major-rodrigo.html
 (3) Jornal eletrônico O Tambaú. Encontrado em: http://www.jornalotambau.com.br/noticias_ver.asp?id=1155

sábado, 31 de março de 2012

O Major Rodrigo

Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt era patriarca de uma grande família. Pai de Faustino, avô de Osório Rizério de Vasconcelos. Seus pais foram, o Tenente Coronel José de Vasconcellos Bittencourt e Rodriga de Castro Vasconcellos, cujo sobrenome de solteira era Castro Meira.

O Major Rodrigo casou-se com Umbelina de Vasconcellos Magalhães e tiveram muitos filhos e filhas. Rodrigo nasceu nas Minas de Rio de Contas provavelmente em torno do ano de 1840. Sobre sua esposa ainda não se tem registros familiares mais amplos. Dos filhos do Major, Faustino deixou vasta prole do seu casamento com Camila Risério de Moura, assim como do seu convívio com Sérgia e do casamento com Francisca Vasconcelos.

Entre os descendentes de Faustino, pouco se conhecia sobre suas irmãs. Isto por que Rodrigo se transferiu com toda a família, provavelmente no fim do século XIX, para Tambaú, no interior de São Paulo, à época distrito do município de Casa Branca. Apenas Faustino ficou na Bahia.

As filhas de Rodrigo e Umbelina: Virgínia, Eugenia, Camilla e Umbelina (mesmo nome da mãe) nasceram também em Minas de Rio de Contas. Casaram-se em São Paulo. Virgínia Vasconcellos Bittencourt(1867-1900) casada com César Cândido Spinola (1866-1936) ainda em Rio de Contas, teve cinco filhos: Octacílio (1888-1910), Osvaldo, Ormesinda (1891-1968), Almerinda (1893-1972) e Maria (1901- ?    ). Eugenia casou-se em 1905, aos 21 anos, constando ser lavradora de profissão, com Manoel Balbino Nogueira de Carvalho, ele com 22 anos, também lavrador, nascido em Casa Branca. São filhos do casal: José (1906), Umbelina – neta (1908) e Isaura (1912).

Camilla, costureira de profissão, casou-se em 1908, aos 18 anos, com José Garcia de Figueiredo, este natural de Casa Branca. No ano seguinte, também em Casa Branca, em maio de 1909, casa-se Umbelina com Antônio Nogueira da Silveira, e desta união registra-se o nascimento de um único filho: Octacílio, em 1912.

Também em 1909, agosto, o Major Rodrigo compareceu ao Cartório de Registro Civil para informar o nascimento da sua neta Isolina, filha de Camilla e José Garcia. De cuja comunhão nasceram, ainda, Carino(1911), Nicanor(1913) e Antenor(1914).

Destacamos dois registros históricos acerca do Major Rodrigo. Nos estudos sobre o "comércio de cativos" (escravos) na região de Caetité – Ba, de autoria do professor Erivaldo Fagundes Neves (UEFS), a partir de levantamentos no Arquivo Público do Estado da Bahia, são encontradas procurações datadas do período de 1840 a 1879, que tratavam da autorização de venda de escravos. Entre aquelas procurações, uma fora firmada por Rodrigo de Vasconcellos Bittencourt, não se sabendo a extensão da sua atividade no tráfico, ou se a venda estava relacionada tão somente à obtenção de recursos para financiar a sua transferência para São Paulo.

Outro registro, desta feita, relacionada a sua atividade em São Paulo, é encontrado no Diário Oficial daquele Estado, publicado em 6 de março de 1914, dando conta da sua exoneração do posto de suplente de Delegado de Polícia da localidade de Tambahús, Casa Branca.

Segundo a tradição oral da família, Rodrigo recebeu uma única visita do filho, o que se compreende pela dificuldade do deslocamento entre as duas regiões. Faustino e o filho Osório, por volta de 1913, saíram a cavalo de Brumado inaugurando uma longa jornada até Casa Branca. Um episódio, que chamou atenção do neto, por causar certa estranheza, se deu após a chegada a São Paulo. Já na fazenda, Rodrigo ordena ao encarregado para que colocasse os arreios em algumas bestas e, assim montados, mostraria a propriedade ao filho e ao neto. O motivo da surpresa – que nos dias atuais não teria o mesmo significado, é que, quando foram apresentadas as montarias, tratava-se de duas éguas, o que no alto sertão da Bahia à época seria visto, no mínimo, como impróprias para dois cavaleiros.

NVJ 31/03/2012

Postagem em destaque